Revistas da indústria de tratamento e acabamento de superfícies orgânicas e inorgânicas dirigidas aos mercados espanhol e português.
Escrevo este editorial após ter passado três semanas por alguns dos mercados onde a ipcm® Ibérica/LatinoAmérica
está presente: primeiro a Espanha, depois o Brasil e o México. Nesta longa viagem por países de língua espanhola e portuguesa, obtive uma visão mais ampla e detalhada do andamento desses mercados, mas, sobretudo, do enorme potencial para negócios recíprocos.
Um deles, o mercado espanhol, ao mesmo tempo que se encontra na Europa, está longe da dinâmica de estagnação econômica substancial de outros países da mesma área: na verdade, a Espanha, juntamente com Portugal, é a única nação que atualmente está crescendo em ritmo acelerado, registrando porcentagens duas vezes maiores que a média da zona do euro. Esta posição de economia mais dinâmica da Europa se deve a um grande aumento da taxa de emprego, um enorme fluxo de investimento estrangeiro (basta pensar no número de gigantes chineses que escolheram a Espanha como principal centro para a Europa, mas também na instalação de gigafábricas e fábricas de componentes) e um consumo interno robusto.
Nesta edição da revista, publicamos dois estudos de caso de empresas espanholas formalmente opostas -a primeira com uma produção extremamente industrial e automatizada; a segunda, com um método altamente artesanal - mas que compartilham o mesmo entusiasmo, paixão e dinamismo, quando se trata de inovação e desenvolvimento do próprio negócio.
Os outros dois mercados, brasileiro e mexicano, estão muito distantes da Europa, mas, com a entrada em vigor do acordo UE/Mercosul, em 1º de maio, e da assinatura do novo acordo comercial entre a Europa e o México, para fortalecer o comércio, já intenso, eliminando todas as tarifas e agilizando os procedimentos burocráticos (mais detalhes na próxima edição desta revista), eles também se tornam muito próximos, considerando as oportunidades de negócios que esses acordos podem criar.
No Brasil, participei pela primeira vez da feira Feimec, da qual a ipcm® LatinoAmèrica era parceira de mídia, e pude constatar como a indústria manufatureira está registrando novamente taxas de crescimento positivas, após um fraco desempenho em 2025. Prova disto são os números de público da feira, em sua 10ª edição, que reuniu 1.100 expositores (muitos europeus) e mais de 70.000 visitantes, em cinco dias.
No México, além de participar da tradicional Fabtech
anual, na Cidade do México, também visitei diversas empresas manufatureiras (cujas histórias de sucesso serão tema da nossa próxima edição de agosto). Apesar de o país estar passando por uma desaceleração, mesmo sendo ainda a segunda maior potência industrial da América Latina, percebi um grande dinamismo, uma propensão à inovação, atenção aos detalhes e à expansão. Tive a mesma sensação durante as conversas com os visitantes da feira.
O papel da ipcm® Ibérica/LatinoAmérica é, cada vez mais, o de criar conexões, compartilhar experiências industriais e aproximar mercados, tecnologias e pessoas, favorecendo novas relações industriais entre a Europa e a América Latina.
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