Estão disponíveis ipcm® Ibérica n. 43 e ipcm® LatinoAmérica n. 55

Date: 26/08/2026
Categorias: ipcm

Revistas da indústria de tratamento e acabamento de superfícies orgânicas e inorgânicas dirigidas aos mercados espanhol e português.

As empresas manufatureiras têm as mesmas necessidades, não importa onde estejam localizadas. Isto foi o que aprendi nos últimos meses, viajando pela Europa, América do Norte e América do Sul, visitando empresas e participando de feiras industriais.

O tamanho das fábricas, o nível de automação e as condições de mercado podem variar, mas os desafios do dia a dia permanecem surpreendentemente parecidos, sobretudo os problemas relacionados ao acabamento de superfícies.

Embora em alguns mercados a automação e a sustentabilidade ainda não sejam verdadeiros motores de desenvolvimento — pela disponibilidade de mão de obra barata, no primeiro caso, e pela consciência ambiental ainda insuficiente, no segundo — a resistência à corrosão, a qualidade estética e a flexibilidade de sistemas e processos são requisitos transversais.

A flexibilidade, aliás, é a palavra mais recorrente nos títulos e textos dos artigos das próximas páginas. Não se trata apenas do desejo de se abrir (ou garantir a possibilidade de fazê-lo) para novos setores, mas também da certeza de poder atender a múltiplos requisitos regulatórios e de alta qualidade, sem perder a produtividade.

Vi isso na Espanha, onde o objetivo da versatilidade operacional influenciou o projeto da nova linha de pintura instalada por uma das maiores empresas terceirizadas do norte do país.

Vi isso no México, onde a evolução do processo de pintura de armários e móveis metálicos está diretamente ligada à necessidade de garantir a qualidade e repetibilidade em um contexto de mercado caracterizado pela crescente atenção à eficiência, ao meio ambiente e a regulamentações rigorosas de resistência à corrosão.

Encontrei isso também no Brasil, onde a pintura de móveis para o varejo precisa responder às constantes mudanças do design e da identidade visual, mantendo a produtividade e o nível de qualidade, que deve satisfazer condições ambientais muito diferentes.

Notei isso em Portugal, onde, tanto na fabricação de bicicletas, quanto no setor HVAC, aumentar a capacidade de produção e a qualidade do acabamento exigiu novos investimentos em sistemas e processos inovadores.

A tecnologia pode mudar, de um continente para outro, como também podem variar os custos de energia, a disponibilidade de pessoal especializado ou as pressões regulatórias. Porém, o resultado esperado permanece o mesmo, e a globalização evidencia cada vez mais as necessidades comuns fundamentais da produção manufatureira.

Esta é a lição mais interessante desta edição da ipcm_Ibérica/LatinoAmérica, que distribuiremos, no próximo trimestre, em todas as principais feiras do setor: da Ebrats e Fesqua, em São Paulo, em setembro, à Aluminum (Düsseldorf) e Fabtech (Las Vegas), em outubro, até a Veteco e Advanced Manufacturing, em Madri, em novembro.

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